Westworld – The Original (S01E01) Filosófico e Surpreendente!

Após assistir algumas vezes o episódio piloto, ler/ouvir/ver inúmeras reviews, me sinto apto à dialogar sobre esta que parece ser a série “tapa-buraco” enquanto Game of Thrones não volta. Dirigido por Jonathan Nolan (Sim, irmão de Christopher Nolan), junto de sua esposa Lisa Joy Nolan, com a produção de ninguém mais ninguém menos J.J Abrams. Westworld trás uma trama forte, polêmica e filosófica (sim, estou amando cada minuto). Lembrando que o episodio saiu no domingo (02/10/2016).

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Have You Ever Questioned The Nature Of Your Reality?

Com esse pequeno questionamento, já dá pra sacar que as coisas são “plot-twisteras”, você vai bater cabeça tentando entender tudo o que está rolando. Vou tentar focar no primeiro episodio “The Original” (eu juro).

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Bem de inicio temos Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), sendo “acordada”, ela pelo que entendi é um Androide, isso, robôs, ou basicamente um humano sendo controlado por outro. Após todas as perguntas feitas pelo programador Bernard Lowe (Jeffrey Wright), a dita cuja acorda, sinto que este inicio tentou mostrar uma vida perfeita no velho oeste, e também deu uma imagem de uma felicidade plena de Dolores, com a seguinte afirmação:

“Some people choose to see the ugliness in this world, the disarray. I choose to see the beauty. To believe there is an order to our days. A purpose.”

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filiiiizzz :)))

Na sequência temos a “apresentação” de Teddy Flood (James Marsden), esta cena basicamente da o tom a “minha” teoria, de que todo o enredo, é meio que parecido/igual a um game MMO (Massive Multiplayer Online), onde existem os NPC’s e os jogadores, aqui os jogadores recebem o titulo de “new comers(recém-chegados)”, algo como novatos, ou noobs. Nesta sequência vemos um recém-chegado conversando, contando suas aventuras para outros recém-chegados, perceba que existe realmente este paralelo entre o enredo e os jogos. De inicio, eu pensava que seria algo como Assassin’s Creed, basicamente um ser humano, entra numa maquina e acessa as memórias de seus ancestrais, mas,porém, entretanto, todavia, não tem nada haver com isso.

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Na sequência disso, temos outra vez uma “demonstração” de que tudo é um grande “jogo”

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Os noobs ¬¬

Alguns frames depois temos o que eu chamaria de começo de uma quest:

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Então, vamos prosseguir, após isso, Teddy vai a um bar (ou saloon, como queira), sequência meio “sem importância” para o que quero analisar. Após ver Dolores, ele vai atrás dela, o que leva a crer que estamos falando de amor aqui meu caro (só que androides né), chavequinho vai chavequinho vem, eles vão dar um rolê, mostrando todo o cenário magnifico, que até agora não sei dizer se é CGI, ou real. só sei que é lindo pra caralh0.

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Na volta para casa, Dolores e Teddy, dão de cara sons de tiros e etc, nesta sequência, temos o ator responsável por dar vida a Trevor em Grand Theft Auto V, Steve Ogg, sendo um psicopata (mais uma vez), numa cena dá introdução ao “vilão” da série, The Man in Black (Johnny Cash Feels), interpretado por ninguém menos que Ed Harris. Introdução digna de repulsa, ele basicamente bate  e estrupa Dolores, mata Teddy (calma). O que achei interessante aqui a conversa dele com a dita.

“Isso é jeito de tratar um velho amigo?

  venho aqui há 30 anos…mas ainda não se lembra de mim, lembra?”

Na minha opinião, The Man in Black, seria algo como um “agente Smith” de Matrix, ele não é visível ao “olhos” dos programadores, é um vírus, um personagem totalmente OP (overpowered), isso fica bem claro quando Teddy atira nele diversas vezes.

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Na sequência, temos algumas cenas fora do Velho-oeste, nos laboratórios da até então empresa misteriosa, mostrando como são “montados” alguns objetos e até animais para o parque, sim, um parque temático. Para quem não sabe, existe um filme de longínquos anos 70, que foi escrito pelo mesmo rapaz responsável por Jurassic Park (alguém ama parques aqui), a série foi inspirada em alguns pontos deste clássico.

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Dando continuidade temos a demonstração de um update nos androides, mais precisamente em uma prostituta, uma pequena adição de humanidade, coisas que nos levam a questionar: O que nos torna humanos? Nossos modos de agir? Nossa maneira de pensar?. Se formos fazer este paralelo com os androides, aqui eles já são quase humanos, mas com suas devidas limitações.

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Na sequência, já temos uma pequena tretinha, as pequenas adições (os devaneios) que foram feitas via update nos androides, chega a preocupar a diretora, algo que é bem interessante, é que cada ser humano dentro deste projeto tem um objetivo diferente, o que leva a crer que teremos muitas traições, logo em seguida, vemos o Doutor Robert Ford (Anthony Hopkins), batendo um papo com um androide, ele criou isso tudo, ele é como um Deus para os androides, a frieza e a melancolia do personagem, é simplesmente brilhante, neste ponto temos a impressão de que a série será algo como “Criação versus Criador“, algo que nos mostra como uma parcela da sociedade pensa, toda a “rebeldia” da criação.

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“Vamos brindar a dama de sapatos brancos?

 Talvez devêssemos brindar a um sono profundo e sem sonos.”

É nesta parte em que vemos o poder do Criador, a forma como ele conhece suas “crias”, a forma como ele pode os controlar, nos leva a talvez modelos religiosos de pensar. Após isso temos outro loop de Dolores, interessante a variação das situações, o main frame é o mesmo, mas com algumas mudanças sutis : uma conversa à mais, uma chegada mais cedo.

As próximas cenas se resumem ao casal noob, numa caçada ao bandido procurado, Hector Escaton (Rodrigo Santoro), nesta parte vemos o quão os androides são suscetivos à bugs, não vou detalhar tanto para não acabar com a magia (hue).

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Poucas cenas depois temos uma “revelação”, uma criança chega perto de Dolores e a diz coisas do tipo: “Você não é real”, o que acaba ativando uma espécie de dispositivo de defesa e a faz voltar para casa, chegado lá, seu pai  Peter Abernathy (Louis Herthum), lhe mostra uma foto de uma moça random, algo que algum novato deixou por ali, isso gera outro bug, o que acontece aqui é basicamente uma quebra de “script”, que acaba ferrando todo o funcionamento do park, o que com absoluta certeza ainda será mais explorado nos próximos episódios.

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Um cadinho depois, temos The Man in Black, fazendo mais uma vitima, que mais tarde perde o escalpo do cabelo, onde possivelmente há um mapa de todo o território do park, arrisco dizer que o vilão, quer basicamente achar uma saída e tocar o terror fora do park.

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Um pouco depois temos a apresentação do bandido Hector Escaton, numa sequência de ação digníssima, como sempre falo, é muito bom ver atores brasileiros se dando bem fora do país, ainda mais quando a atenção sobre eles é grande. Nos teasers por exemplo sempre foi dado um tom de “badass” a Hector, e ele se comporta como tal.

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Nos encaminhamos para o fim do episodio, claro que pulei algumas coisinhas desnecessárias ao meu ver, sempre recomendando assistir pois é um prato cheio. Agora temos Peter Abernathy “bugadão”, numa conversa direta com Doutor Robert Ford.

Essa parte eu confesso, foi crucial para eu estar escrevendo tanto, a ironia disso tudo, é que sou de exatas, mas tenho essa queda pelo amor à sabedoria, a filosofia, essa arte contemporânea, de pensar. Todo o envolto desta sequencia é cheio disso, algo como:

“Quando nascemos, choramos por nos ver neste imenso palco de tolos.”

fools

Aqui descobrimos que de alguma forma, mesmo com constante atualizações, os androides tem voltado ao seu passado, tem criado essa consciência, tem acrescentado ao seu modo atual algumas informações, isso não está no script e como já citado, causa um caos total no sistema todo.

Qual é o seu itinerário ?

   Encontrar meu Criador.

  Você está com sorte. E o que quer dizer ao seu Criador?

   Por mãos mecânicas e em tudo imundas. Tal vingança hei de tomar de vocês…Os        dois..farei tais coisas as quais…ainda ignoro mas serão o terror de toda a Terra.

   Você não sabe onde está, sabe?… Você está na prisão dos próprios pecados”

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Com isso encerramos com Dolores reagindo à mosca, algo como “estou no controle, tô fingindo pacas, mas tô no controle”

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Só nos resta esperar pelo próximo episódio, que vai ao ar neste domingo (09/10) ás 23 horas na HBO.

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