MGS V – The Phantom Pain! Uma obra e um chute no saco!

Às vezes os heróis não são perfeitos como as lendas que os cercam
Big Boss

Título bizarro, eu sei, que fique claro que demorei um bom tempo para escrever sobre esta obra-prima (ciente de que o jogo saiu no dia 1 de setembro de 2015), produzido pela renomada Kojima Productions e distribuído pela Konami. O jogo em si é alvo de muitas polêmicas, desde conteúdo cortado à até mesmo o seu custo de produção elevadíssimo,(estimasse algo em torno dos US$80 milhões),  foi anunciado em dezembro de 2012, em um evento da Spike TV, na época ele não foi intitulado Metal Gear Solid, apenas The Phantom Pain, cuja a produtora era a Moby Dick Studios (uma trolada mais que épica de Mr. Kojima)(eu lembro, porque fui um dos trolados /okay).

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Calma, ainda irei explicar o chute no saco até o final desse post! prometo!

Primeiro de tudo, você acorda em um hospital, com um médico e uma enfermeira, você pisca, se debate, o desespero que essas cenas dão ao jogador é digno de respeito, a quebra de quarta parede de uma forma diferente do padrão, você é nada mais nada menos que Punished/Venom Snake “A fallen legend“, aqui começamos nossa jornada ao belo chute no saco.

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Primeiro tempos que entender como funciona os codinomes em Metal Gear :

Naked Snake – Participou da Operação Snake Eater (Metal Gear Solid 3) e ganhou o título de Big Boss ao matar sua mentora, The Boss. Nunca tivemos acesso aos verdadeiros nomes, tendo em vista que Big Boss é um soldado desde criança, não temos espaço para essa coisa meiga, é compreensível o título de lenda dos campos de batalha.

Solid/Liquid/Solidus – Frutos de um programa intitulado “Les Enfants Terribles“, são clones de Naked Snake/Big Boss.

Ciente disso, agora vamos ao prologo de The Phantom Pain, que estranhamente foi lançado muito antes do jogo principal, e conta com uma curta duração, sim estamos falando de Ground Zeroes. Em GZ, temos a missão de resgatar Paz Ortega e Chico Libre, personagens que surgiram durante o título de PSP, Peace Walker, desde lá Chico é perdidamente apaixonado por Paz, e ela, como muitos devem saber, era uma agente tripla, trabalhando para a Cypher (Organização criada por Major Zero).

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Em Ground Zeroes, Paz foi resgatada numa praia próxima a Cuba, e sequestrada por Skull Face (um agente de Zero, revoltado com seu chefe), que tenta descobrir tudo sobre a Mother Base (ciente que em Peace Walker, Big Boss resolveu ter sua própria organização de Militares Sem Fronteira[MSF], seus mercenários e sua base) e de alguma forma tem um ódio inesgotável pelo dito cujo. Sabendo disso, Chico vai na estupida ideia de resgatar sua amada e acaba sendo preso e torturado também, entregando tudo sobre Big Boss e a Mother Base. O final de Ground Zeroes é básico, você resgata os dois, volta a motherbase e ao chegar perto percebe que a mesma esta sendo atacada, pela organização de Skull Face, (se com Zero, a organização era a FOX, com Skull é a XOF), ao resgatar Miller (O comandante da motherbase e também o melhor amigo de Big Boss, desde Peace Walker).

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Após isso tudo, ainda no helicóptero, temos a bela surpresa que Paz carrega bombas implantadas no seu corpo, uma em seu estômago e outra em sua Vjj (a.k.a partes intimas), com isso tempos um acidente que antecede TPP. Ciente que no helicóptero, tínhamos um médico, Paz, Chico, Miller e Big Boss.

WER

Pronto, podemos voltar a cena inicial de TPP, temos sim um Snake acordando ( ͡° ͜ʖ ͡°), mas não Naked Snake/Big Boss e sim Venom Snake, ou diria Medico, sim, após o acidente, algumas cirurgias plásticas foram feitas e um processo de imposição de memorias foram feitas em Venom, para que o coitado fosse “Big Boss” por uns tempos. O “chifre” nada mais é que  um pedaço do helicóptero, ele também perdeu metade de seu braço esquerdo. De inicio descobrimos que Quiet trabalha para a XOF, e tem a tarefa de matar Big Boss, nessa tentativa, Ahab (a.k.a Big Boss/Naked Snake), joga uma solução que queima todo o corpo de Quiet, nisso já é explicado também o fato de ela ficar “quieta”/ muda, devido ao tratamento com um vírus que é ativado pela linguagem.

Confesso que é confuso até de explicar, a ideia de Kojima, é muito genial, sério, nos fez acreditar ser alguém que no final das contas não eramos, como o desejo de vingança de Venom, pode ser comparado ao do Capitão Ahab em Moby Dick, obra que serviu de inspiração em diversos aspectos do jogo.

Com essas informações, já podemos entender como a história é complexa e genial. Basta ler esta sinopse da própria Wikipédia :

Depois dos eventos de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, Snake cai num coma, depois da destruição da Base Mãe, base de operações da MSF. Nove anos mais tarde, Snake finalmente acorda do seu coma e forma um novo grupo mercenário, os Diamond Dogs. Agora com os nomes de código “Punished Snake” e “Venom Snake”, ele entra no Afeganistão durante a Guerra Soviética-Afegã e em África (no decorrer da Guerra Civil Angolana, na fronteira AngolaZaire), para perseguir os homens responsáveis pela destruição dos MSF. Pelo caminho, familiariza-se de novo com o seu anterior rival Ocelot e encontra uma unidade de guerreiros que ficaram sem passado, presente e futuro. Enquanto Snake e Kazuhira “Kaz” Miller inicialmente estão motivados para se vingarem, logo descobrem uma trama criada pela organização Cipher para desenvolver um novo modelo da arma Metal Gear,um sistema conhecido como ST-84 “Sahelanthropus”.

O chute no saco no qual me refiro é justamente isso, a divulgação em excesso de um personagem, que no final das contas mal aparece, e acaba deixando uma história um tanto quanto confusa, sem um desfecho convincente, não me entenda mal, eu amo The Phantom Pain, e ele é de longe meu jogo favorito, mas essa trolada acabou me deixando frustrado, afinal quem não gostaria de ver Big Boss sucumbindo ao mal?!

Outro ponto que não pegou bem, foi o fato do episodio 51, que traria o desfecho da história de Eli/Liquid Snake, foi simplesmente cortado e incluído em formato de vídeo apenas, na versão de colecionador, depois de muitas esperanças de possíveis conteúdos, agora sabemos que não houve nem planos para isso acontecer

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No final das contas, o que Kojima queria fazer com The Phantom Pain, era simplesmente se despedir da franquia, principalmente com o dialogo do Episodio The Truth: The Man Who Sold The Wold, quando Venom “lembra” de sua verdadeira identidade e temos nosso saco espancado. Outro ponto a ser lembrado é este paradigma filosófico, de até aonde a vingança é aceitável? podemos nos tornar monstros apenas para nos vingarmos?

Quanto as aspectos técnicos e de jogabilidade:

Os companions são um ponto muito alto no jogo, Quiet por exemplo é uma fudendo Sniper, o arco de Venom e ela, é emocionante, com a bela Stephanie Joosten como modelo da personagem, temos expressões faciais perfeitas, assim como atuação. Por outro lado temos D-Horse, como meio de transporte muito efetivo, D-Dog, o cachorro/lobo, mais foda da história dos games, depois do Dogmeat (claro!) e por último D-Walker, uma mini-metal gear bípede, para momentos de rage.

Outro ponto alto é a atuação de Kiefer Sutherland, como Big Boss e Venom, diferente de David Hayter (que pra mim nasceu pra ser Solid Snake somente), a voz traz a naturalidade da idade à Big Boss, quanto a Venom, traz uma seriedade muito grande.

A administração da Motherbase também é algo surpreendente, mal-aproveitado ? sim, mas ainda sim, é bom você acompanhar o crescimento de sua equipe, o vasto arsenal que é possível desenvolver, contando também com os eventos de FOB, as invasões, aumentando ainda mais a vida útil do jogo.

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Em termos de jogabilidade, temos o melhor jogo de stealth do século, o que assustava muito antes de o jogo sair era sua imensidão, e vimos como isso serviu para ampliar os horizontes da industria, desde Sniper Elite à Tom Clancy’s, a possibilidade de planejar suas infiltrações e da versatilidade que os gadgets dão a isso, é impressionante. Ainda por cima temos a FOX ENGINE, o ápice da tecnologia, com a melhor iluminação e otimização que o mercado já viu!, proporcionando até mesmo nos consoles os tão almejados 60 frames per second, dando fluidez ao jogo.

O jogo contém 50 missões, levando em conta as cut-scenes, temos aproximadamente 40 horas de jogo, não existe planos futuros de DLC para o singleplayer.

Na parte online, como já citei temos os FOB’s e o Metal Gear Online 3, confesso que joguei bem pouco esta parte, já que não me interesso tanto no componente multiplayer, mas pelo que joguei achei divertido, mas só isso.

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Considerações Finais

Com todo esse dossiê, eu simplesmente concluo que Metal Gear Solid The Phantom Pain, é um jogo necessário à sua prateleira, ainda que não tenhas jogado aos outros títulos da franquia, toda a dedicação de Kojima para fazer de sua ultima cartada uma obra-prima, deve ser jogada!

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